João Pessoa, 21 de novembro de 2017 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora

Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

E se fosse Veneziano…

Comentários:
publicado em 08/01/2011 às 12h11

Passado o frisson da campanha não faz mal o exercício de imaginação. Muitos paraibanos talvez já tenham se pego mentalizando a hipótese, já sem remédio, de um outro cenário de 2010.

Se o escolhido para o embate com Ricardo Coutinho (PSB) tivesse sido o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB), o resultado teria sido o mesmo? Se é que dá pra fazer algum prognóstico de algo que não aconteceu com o mínimo nível de certeza.

Vejamos algumas vertentes merecedoras de consideração. Veneziano certamente teria menos rejeição do que o então governador José Maranhão (PMDB), no auge do desgaste natural em um terceiro mandato.

O filho de Vital do Rêgo tem um carisma contagiante, empatia com o eleitor que o fez prefeito da segunda maior cidade da Paraíba e lhe deu força capaz de ajudar a eleger o irmão senador e a mãe deputada federal.

Vené também teria condições de anular o discurso do “novo” abraçado pela candidatura socialista e referendado pelas urnas. Jovem e com currículo de vitória, o peemedebista tinha fôlego para correr de um lado ao outro Paraíba afora com mais disposição e entusiasmo.

Quanto aos debates, Veneziano não precisaria fugir de nenhum e nem o estaff pensante do PMDB evitaria a presença dele nos programas de televisão. E mais: detentor de desenvoltura verbal, não cometeria os deslizes que sempre colocaram Maranhão em desvantagem no vídeo. Além disso, dificilmente o povo campinense teria deixado um filho na mão.

Pelo que se sabe nos bastidores, o próprio núcleo mais próximo de Ricardo chegou no começo de 2010 a recomendar ponderação nas críticas à Maranhão para não obrigar o PMDB a mudar de candidato. No PSB, quem pensava as estratégias, reconhecia numa eventual candidatura do “cabeludo” o desenho de um embate mais duro. Só o PMDB não viu. Perdeu com Maranhão e comprometeu o futuro de Veneziano.

Privatização – O prefeito de Santa Rita, Marcos Odilon (PMDB), defende a privatização do Jornal A União. Ele argumenta que o centenário periódico fez a publicação das cartas particulares de João Dantas e provocou a morte do então presidente João Pessoa. “A União sempre serviu para fazer política”, justificou o irriquieto historiador.

Irritado – O senador Cícero Lucena (PSDB) desabafou ao repórter Roberto Targino sobre o apoio de Rômulo Gouveia (PSDB) à Luciano Agra (PSB): “Falar em candidatura agora é um desrespeito ao eleitor. E eu não concordo”.

Repreensão – Coube ao ainda cicerista Ruy Carneiro (PSDB) abrir votos de solidariedade. Em nota, respeitou a posição adotada por Rômulo, mas lamentou a antecipação do calendário eleitoral.

Encontro – O diretório estadual do PC do B se reúne neste sábado, em João Pessoa, para discutir a posição da legenda em relação ao novo Governo. O ex-vereador Watteau Rodrigues já aposta em maioria pró Ricardo Coutinho.

Contas – Aliados de Ricardo Marcelo (PSDB) já calculam 25 deputados que apoiariam à reeleição do presidente da Assembléia. Como voto quebra igual a arroz, continuam à procura.

Consenso – Os deputados estaduais Tião Gomes (PSL) e Antônio Mineral (PSDB) jogaram a toalha e anunciaram apoio ao colega Lindolfo Pires (DEM) na disputa pela Mesa Diretora. Pires se animou.

Na esportiva – Diálogo entre o vascaíno governador Ricardo Coutinho e o ex-jogador Júnior, do Flamengo, ontem durante entrega de medalha. “Você me fez muitas raivas”, provocou Coutinho.

No banco – Na reforma do prefeito Luciano Agra (PSB) sobraram na curva os suplentes Raoni Mendes (PDT) e Nelson Lira (PT). Fora da escalação do time principal, voltam à reserva.

Na jugular I – O procurador do Trabalho, Eduardo Varandas, tocou na ferida ontem. Aprovou as demissões de contratados irregulares no Governo e provocou o Judiciário a fazer o mesmo.

Na jugular II – Sem papas na língua, Eduardo Varandas defendeu um pente fino em todas as contratações irregulares e classificou de criminosos os autores das nomeações ilegais na Paraíba.

Empossado – O novo presidente do TCE, Fernando Catão, prometeu fiscalizar a qualidade da aplicação dos recursos públicos. Do outro lado, alguém disparou: podia ter começado pelo sobrinho.

Investimento – O grupo Narciso Enxovais fechou questão. Vai transferir para Santa Rita a Central de Distribuição e abrir uma fábrica de travesseiros e edredons com geração de 150 empregos.

Entre aspas
“Estamos em 2011. Parece que a Paraíba está em 2003. Regrediu”.Do ex-governador Cássio Cunha Lima, sobre o clima de
instabilidade financeira dos cofres do Estado.

Reprodução do Correio da Paraíba

 

Leia Também