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Jornalista desde 1995 pela UFPB, com pós-graduação em Jornalismo Cultural. Radialista, marido de Gi, pai de Theo e editor setorial no jornal Correio da Paraíba. Torcedor do Flamengo e ex-professor do curso de Jornalismo na FFM. Já trabalhou, também, nos jornais A União e O Norte, no portal Tambaú 247, além das rádios Cabo Branco FM, Jovem Pan AM e CBN, sendo freelancer dos jornais O Globo e Estado de S.Paulo. Contato com a Coluna: jamarrinogueira@gmail.com

Vai tomar, Malafaia…!

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publicado em 08/06/2015 às 15h26

A Suprema Corte dos Estados Unidos recebeu um documento com a assinatura de 379 empresas que fazem pressão para o fim da proibição do casamento gay em estados americanos como Ohio.

Entre as gigantes que assumiram essa bandeira, este ano, estão Coca-Cola, Google, Apple, Microsoft, Facebook e Johnson & Johnson.  Apesar de todo marketing que isso envolve, o posicionamento dessas grandes empresas é muito louvável (em uma sociedade homofóbica e excludente).

No Brasil, ‘o mundo quase se acaba’ porque O Boticário (empresa de perfumaria) lançou campanha na TV onde casais (inclusive casais homossexuais) trocam presentes do Dia dos Namorados e se abraçam carinhosamente.

E tem sido cada vez mais comum empresas se posicionarem a favor da diversidade. Recentemente, marcas como Gol e Sonho de Valsa também exibiram vídeos com casais gays, com direito até a beijo. Nas redes sociais, a Motorola Brasil e o Banco do Brasil Seguros também defenderam as diferentes formas de amor.

Não faz muito tempo que, no Brasil, esse tipo de posicionamento começou a fazer parte da estratégia das marcas. No exterior, a publicidade “friendly” ou “colorida” é uma tendência mais antiga. Nos últimos anos, Coca-cola, McDonald’s, Starbucks, Tiffany, Banana Republic, Honey Maid e Hallmark Cards também divulgaram peças em celebração da diversidade sexual.

Campanhas interessadas em faturar alto junto a um público com poder de compra e de bom gosto??? Isso é verdade… Mas, também, campanhas que reforçam a necessidade de tornar a sociedade mais flexível e respeitosa frente a outras formações identitárias. Uma tentativa de jogar fora os anteolhos cavalares… Anteolhos usados, por exemplo, pelo pastor Silas Malafaia, que defendeu o boicote à empresa de perfumaria.

Gostaria de imaginar que Malafaia é apenas equivocado, mas ele é – na verdade – criminoso. E pratica o crime em nome de um fundamentalismo que impede o amor plural e o respeito esférico. Vai tomar juízo, Malafaia. Vai tomar vergonha, Malafaia! Estou já mandando Malafaia tomar no Boticário… local interessante para ampliação dos conceitos sobre respeitabilidade…

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