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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

“Paraíso para turistas”

Comentários:
publicado em 10/02/2011 às 12h00

A notícia de que turistas (inclusive, claro, turistas daqui) foram vítimas de um arrastão praticado por assaltantes lá na Praia de Jacaré (cidade de Cabedelo), logo após mais uma efetivação do evento “por do sol com o bolero de Ravel”, levou-me à lembrança de que certa vez escrevera um artigo sob o título acima. Busquei-o em meus arquivos e encontrei.

E o reproduzo, a seguir, em sua íntegra, chamando a atenção dos “leitores e leitoras possíveis” (como modestamente escreve o ilustre jornalista Rubens Nóbrega) para a época em que foi escrito, ou seja, os fatos nele narrados são daquele tempo, vez que tal artigo foi publicado na edição do jornal Correio da Paraíba de 18 de outubro de 1999 (portanto, há mais de onze anos).

Ei-lo:
– “Em sua edição de sábado (16/10/99), o jornal A União trouxe reportagem em que alguns participantes do Congresso de Criminalística, recentemente realizado em João Pessoa, batizavam nossa capital como um paraíso, tal a segurança pública que sentiram haver aqui. Disseram que caminharam por nossas praias e outros pontos da cidade, já altas horas da noite, sem serem molestados por ninguém.

É muito bom este reconhecimento, por turistas, de que nossa cidade detém baixo índice de violência. Promove nossa capital para que outros tantos turistas nos visitem.

Entretanto, no mesmo sábado, dia 16/10/99, os outros jornais da cidade trouxeram matérias, em suas páginas policiais, que, sem a intencionalidade de dizerem o contrário daquele sentimento expresso pelos turistas, mostravam que João Pessoa não está tanto aquele paraíso em segurança pública, como descrito pelos participantes do Congresso de Criminalística. O jornal Correio, na página 6 do caderno `Cidades`, trouxe a manchete: `Presa dupla que roubou a aposentada alemã no Bessa`. Em sua edição de domingo, 17/10/99, na coluna de Abelardo, constava o informe de título ´Assalto`, noticiando que na quinta-feira um assessor do Gabinete Civil do Governo do Estado foi assaltado após ter saído da Caixa Econômica do Manaíra Shopping, onde sacara R$ 3.000,00.

Sabemos do esforço do secretário Pedro Adelson e sua equipe, bem assim do Comando da Polícia Militar, a frente o coronel Ramiltom Cordeiro, para que todas as cidades do estado da Paraíba contem com um sistema eficiente de segurança pública. No próprio jornal Correio do mesmo sábado (16/10/99) consta a matéria de que a ´PM reforça policiamento na orla marítima de JP`.

Não queremos dizer que aquele `paraíso`, descrito pelos turistas, seja pura fantasia. O que nos importa destacar é que bem mais que a opinião dos turistas deve ser levado em conta o que pensam os residentes nesta cidade, porque, estes, sim, vivem seu dia-a-dia, conhecem sua realidade cotidiana! E estes residentes, pessoenses de nascimento ou por opção, mesmo tomando conhecimento de que os índices de violência, daqui, sejam menores que de outras cidades, estamos a pedir que as autoridades competentes reforcem e reforcem, mais e mais, o sistema e esquemas de segurança pública. Os residentes daqui precisamos passar pela Lagoa, a serviço ou por lazer, e lá nos sentirmos seguros! Os residentes daqui também apreciamos visitar o farol do Cabo Branco… e lá, também, principalmente de noite, não há segurança.

Pensemos e realizemos uma segurança pública, a melhor possível, para os residentes daqui! Certamente ela repercutirá no sentido de que, efetivamente, os turistas consagrem a cidade como `paraíso de tranqüilidade`”.

Não se entenda este texto de outubro de 1999, agora reproduzido, como na intencionalidade de crítica reclamativa ao novo Governo do Estado, cujo início só se deu há cerca de 50 dias. Aquele artigo foi resgatado e aqui republicado bem mais como advertência de que temos sido muito morosos no planejamento e reais providências que visem o desenvolvimento do Estado, desenvolvimento que implique em melhor qualidade de vida, melhor qualidade de vida que implica também em eficiente segurança pública.
 

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