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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

A Cagepa e Santo Agostinho

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publicado em 13/02/2011 às 15h16

O quadro financeiro, administrativo e operacional da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), nosso último patrimônio, após as vendas da Saelpa e Paraíba, é muito pior do que se imaginava. A empresa está entrando pelo cano, literalmente.

Segundo revelação do presidente Deusdete Queiroga Filho, ao Correio Debate (TV), a Companhia fatura mensalmente algo em torno de R$ 33 milhões. Desse total, só chegam aos cofres da empresa cerca de R$ 30 milhões. Os três milhões de reais que entram na conta da inadimplência vão se acumulando por falta de um sistema eficiente de cobrança.

A Cagepa conta hoje com uma carteira de clientes de aproximadamente 700 mil usuários. A empresa não pode mandar conta para 100 mil usuários. São aqueles que não dispõem de medidores nas suas residências. Um prejuízo que tira faturamento e agrava a crise da Companhia.

E as dificuldades não ficam por aí. Dos 600 mil medidores, pelo menos a metade já superou os oito anos de uso e está totalmente deteriorada. A Cagepa fica impossibilitada de fazer a medição real de consumo e deixa de receber o exato valor do serviço vendido ao cidadão paraibano. Fora as dívidas gigantes das prefeituras.

No começo desse novo Governo, assegura Deudeste, a situação estrutural da empresa era tão caótica que faltou até cano de 20 polegadas para ligações de água e consertos. Somente em João Pessoa existem 200 pontos críticos de grandes vazamentos, uma demanda que a Cagepa reconhece demorar a atender.

Deusdete saca a sabedoria de Santo Agostinho e pede mais paciência aos consumidores. Um teste de nervos para usuários há meses esperando pela solução de problemas simples, cujas soluções são vitais para a dignidade do ser humano. O povo é compreensivo, doutor, mas falta d’água tira a paciência até de monge.

A ambulância, os pneus e a doação – Os pneus carecas da ambulância do Hospital Regional de Guarabira viraram pauta na Câmara. Os vereadores compraram novos pneus para substituição dos velhos. A ‘bondade’ incluiu ainda no pacote balanceamento e alinhamento. A entrega só não foi possível porque o veículo sofreu um acidente perto de Mamanguape.

Álcool, direção e mau exemplo – Um afamado promotor bateu em um carro no centro de uma cidade do brejo. Após perseguição, a Polícia encontrou o veículo parado na estrada. Dentro do automóvel, a cena deprimente: a autoridade embriagada e completamente inconsciente.

Rivalidade em Sousa – O deputado André Gadelha (PMDB) não perdoa o rival Lindolfo Pires (DEM) nem quando o adversário fica bem na fita. “Eu não entendo como você é líder de um grupo do qual você não mereceu a confiança. É um consolo para ele não chorar”.

Partidos e coligações – Conversa registrada entre os suplentes que viraram vereadores Tavinho Santos (PTB) e Pastor Edmilson (PSB). Disseram cobras e lagartos contra a nova interpretação do Supremo.

Combate – A vereadora pessoense Sandra Marrocos (PSB) não esquece os panfletos apócrifos contra o líder do coletivo girassol. Pediu uma sessão especial para discutir a intolerância religiosa.

Mesmo barco – O deputado Anísio Maia (PT) faz escola. Inspirado no sucesso do colega petista nas urnas, o vereador Jorge Camilo vai defender a criação da secretaria da pesca em João Pessoa.

Luta da OAB – Agora todas as agências do Banco do Brasil da grande João Pessoa estão habilitadas para o pagamento de alvarás judiciais. Antes, só a agência do Fórum Cível fazia o atendimento.

Depois do apagão – Até o carnaval, o pessoense corre o risco de sofrer outro aborrecimento. Os garis podem trocar a coleta do lixo pela folia da greve. Pediram 20% de aumento e os patrões só dão 6,5%.

Conexão – O número (95 mil) de exames feitos pela Prefeitura de Sousa chama atenção. Detalhe: a Hope Medical, empresa terceirizada contratada, funciona na clínica do secretário de Saúde.

Mineração – “Porque o governador não nomeia uma cara nova, experiente, com capacidade técnica administrativa capaz de fazer a CDRM sair desse marasmo”? Indagação de um servidor do órgão.

Discurso e prática – A leitora Milena Câmara (milenastar@ig.com.br), servidora da Secretaria Estadual de Saúde, está revoltada. Argumenta que o discurso do Governo é diferente da prática dos dirigentes.

Mordomia – “Aqui a coordenadora jurídica Patrícia Sebastiana usa e abusa dos veículos oficiais da secretaria para ir almoçar todos os dias em casa, com motorista a espera”, diz altamente irada.

Enquanto isso… – “Muitos não têm dinheiro para pegar ônibus. Veículos oficiais que deveriam estar servindo ao povo são desviados para atender patricinhas”. Com a palavra a Secretaria de Saúde.

Entre aspas “Precisamos de paz, mas não uma paz de cemitério”. Do vereador pessoense Jorge Camilo temendo que as divergências ‘naturais’ do PT cedam lugar ao ‘velório’ político da legenda.

Reprodução do Correio da Paraíba

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